Interior Paulista Lidera Expansão Imobiliária em 2025 — análise de Maneco Gomes (advogado, arquiteto, corretor e avaliador CNAI)
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Interior Paulista Lidera Expansão Imobiliária em 2025

Secovi-SP aponta o interior de SP como principal vetor de crescimento do mercado imobiliário nacional em 2025.

Interior Paulista como Vetor de Avaliação: Implicações para o PTAM

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Segundo declarações do vice-presidente do Interior do Secovi-SP, Frederico Marcondes César, divulgadas em agosto de 2025, o interior do estado de São Paulo consolida-se como o principal polo de dinamismo imobiliário e econômico do Brasil, superando médias históricas de absorção e lançamentos em diversas praças regionais.

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Panorama Regional: Indicadores de Referência

| Região / Indicador | Desempenho Relativo | Relevância para PTAM |
|---|---|---|
| Interior SP — Lançamentos | Crescimento acima da média nacional | Base de oferta para pesquisa de mercado |
| Interior SP — Velocidade de Vendas | Superior às capitais em segmentos econômico e médio | Liquidez do bem avaliando |
| Interior SP — Preço médio R$/m² | Pressão altista em microregiões específicas | Fator de homogeneização |
| Comparativo Capital vs. Interior | Interior em expansão; capital em estabilização | Definição do campo de arbítrio |

> Nota: valores absolutos não foram divulgados na fonte primária; a tabela reflete tendências qualitativas reportadas pelo Secovi-SP. Atualize com CUB regional e FipeZAP da praça antes de fechar o laudo.

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Análise Técnica — Método Comparativo Direto (NBR 14.653-2)

A consolidação do interior paulista como mercado primário exige do avaliador atenção redobrada à composição do campo amostral. Conforme a NBR 14.653-2:2011, item 8.2, a pesquisa de mercado deve abranger elementos representativos da praça onde o imóvel está inserido, com tratamento estatístico que assegure homogeneidade de atributos. Em mercados com rápida valorização — como os registrados em cidades médias do interior — a data-base da coleta assume papel crítico: amostras com defasagem superior a 90 dias podem comprometer a confiabilidade do resultado, exigindo fator de atualização monetária (INCC-M ou CUB regional da praça).

Do ponto de vista metodológico, recomenda-se priorizar o Método Comparativo Direto de Dados de Mercado sempre que a liquidez local permitir obter no mínimo 6 elementos amostrais com sobreposição de características (padrão construtivo, testada, infraestrutura de entorno). Para praças com amostra insuficiente — situação ainda frequente em municípios menores do interior — o Método da Renda (NBR 14.653-2, item 8.4) pode ser adotado como alternativa ou validação cruzada, desde que registros de locação sejam representativos e o Fator de Capitalização seja fundamentado em pesquisa local.

Por exemplo: um imóvel residencial padrão normal em cidade do interior paulista com valor de locação apurado de R$ 2.800/mês e taxa de capitalização local de 0,55% a.m. resultaria em valor de renda de aproximadamente R$ 509.000, valor que deve ser cotejado com o resultado comparativo para verificação de consistência antes da emissão do Grau de Fundamentação (mínimo Grau II para laudos PTAM em financiamentos).

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Do preenchimento ao PDF — PTAM conforme a NBR 14.653.

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