Mercado de trabalho na construção civil de Rio Preto atinge pico histórico no 1º quadrimestre de 2026
Lead: Entre janeiro e abril de 2026, o setor da construção civil de São José do Rio Preto absorveu 1.980 postos de trabalho formais — o melhor resultado já registrado para o período, conforme levantamento divulgado pelo SECOVI-SP com base em dados do CAGED/MTE.
Variação do emprego formal na construção civil — Rio Preto
| Período | Saldo de empregos formais | Variação relativa | |---|---|---| | Jan–Abr 2024 | — | base de comparação | | Jan–Abr 2025 | — | — | | Jan–Abr 2026 | **1.980** | **Recorde histórico** |
> Fonte: SECOVI-SP / CAGED-MTE. Variações intermediárias não divulgadas no release original.
Análise técnica — impacto na avaliação de imóveis (NBR 14.653)
O crescimento acelerado do emprego formal no setor produtivo da construção civil é um indicador macroeconômico de primeira ordem para avaliadores que operam pelo Método Comparativo Direto de Dados de Mercado (NBR 14.653-2, item 8.2). O aumento da mão de obra ativa pressiona simultaneamente dois vetores do valor de mercado: a oferta de unidades novas — com potencial de ampliar o estoque comparativo — e o custo de reposição, utilizado como balizador no Método Evolutivo (NBR 14.653-2, item 8.4).
Do ponto de vista do Método Evolutivo, laudos de glebas e terrenos em expansão urbana devem incorporar a tendência de alta nos custos diretos de produção. Com o mercado de trabalho aquecido, o CUB/m² regional tende a registrar pressão ascendente nos próximos meses — exigindo que o avaliador atualize o fator de depreciação e o coeficiente de aproveitamento com dados não superiores a 90 dias da data-base do PTAM, conforme exige a Norma (NBR 14.653-1, item 7.3). Exemplo prático: um imóvel industrial de 800 m² avaliado pelo custo de reposição deprecia seu benchmark unitário se o CUB de referência estiver defasado em relação ao aquecimento de contratações locais.
Para empresas incorporadoras e escritórios de arquitetura que utilizam laudos de viabilidade econômica, o cenário reforça a necessidade de revisão semestral dos estudos de massa crítica (absorção e velocidade de vendas — VSO). O ciclo de expansão identificado em Rio Preto sugere elasticidade positiva da demanda, o que pode justificar a adoção de intervalos de confiança mais estreitos na regressão estatística dos modelos de previsão de preços, desde que a amostra contemple transações ocorridas após janeiro de 2026.